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Dia Internacional da Mulher

Elas estão cada vez mais empoderadas – como se diz hoje. As mulheres romperam barreiras e vêm conquistando espaço em praticamente todos os campos da atividade humana. E na farmácia não poderia ser diferente. Aqui, três grandes destaques em nosso setor – um trio de diretoras da ABCFARMA - representam o triunfo das mulheres na Farmácia.


Diva Dutra: símbolo de fortaleza

Ela costuma dizer que nasceu e se criou em farmácia. Seu pai começou como boy - e chegou a proprietário da Farmácia Monteiro (nome do município paraibano de origem da família), ainda um dos ícones do varejo farmacêutico potiguar. Mas Luzia Diva Cunha Dutra enveredou por outro segmento do mercado – o sindicalismo. Hoje presidente do Sincofarn, Sindicato do Comercio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Rio Grande do Norte, além de Diretora Suplente do Conselho Fiscal da ABCFARMA, Diva – como é conhecida – é uma das principais dirigentes do segmento no nordeste. E vê essa liderança como algo natural: “Somos pessoas de decisão, sem precisar consultar o homem em nosso ofício. Vejo isso como uma evolução”.

Estudiosa do feminismo, ela pondera: “A mulher sempre teve papel significativo na História da Humanidade. Embora tenha sido considerada como ser inferior, frágil, esse símbolo de fortaleza teve muita influência nas diversas civilizações – ora como Deusa, a exemplo de Vênus, guerreira, como Maria Quitéria de Jesus, escritora, do porte de Simone de Beauvoir, ora como mulher subordinada e subserviente ao homem. Por volta do início do século 20, essa mesma mulher passa a batalhar para ser reconhecida e valorizada por competência e versatilidade, buscando na qualificação seu espaço no mercado de trabalho. Desde então e com o decorrer do tempo, dentre inúmeras características do sexo feminino – a perseverança tem sido aflorada em nossas vidas e tem nos colocado no patamar que hoje ocupamos”. E se coloca nesse contexto: “Eu, particularmente, me sinto lisonjeada por fazer parte de uma corte onde a maioria dos membros é de homens. Na verdade, não é fácil enfrentar batalhas diuturna e diariamente, na expectativa de conquistar vitórias. Mas o resultado positivo de todos esses enfrentamentos tem sido estimulante”.


Rozélis Lopes: de pai para filha

Farmacêutica e bioquímica, formada na primeira turma da Faculdade Oswaldo Cruz, há 36 anos, Rozélis Lopes teve a farmácia já no berço – seu pai é uma lenda do segmento em São Paulo: Philadelpho Lopes, por muitos anos diretor da ABCFARMA e fundador em 1963 da Rosélis Farmácia e Laboratório, empreendimento que tem uma bela história pontuada pela constante busca da qualidade em seus produtos e serviços. Hoje, à frente dela, está Rozélis. Localizada em frente ao hospital São Cristóvão, no bairro do Alto da Mooca, é uma referência em farmácia de manipulação, sobretudo para os pacientes de terceira idade – com um atendimento humanizado e tecnicamente irrepreensível.

Ali, a predominância feminina é notória: dos 13 colaboradores da empresa, 12 são mulheres, e as farmacêuticas se revezam entre o balcão e a manipulação, o que garante uma sensação de afeto filial na assistência a esses clientes muito especiais. “Há dificuldades na frente de atendimento? Sim, claro. Entre os pacientes, há doentes terminais. Alguns fazem do balcão da farmácia um confessionário, um divã. Mas é nossa missão na Rosélis atendê-los com amor e carinho”. Hoje assumindo o papel de gestora, já que o pai e o irmão já não estão mais com ela no dia a dia, Rozélis tem dois filhos – um músico e uma estudante de medicina. Sim, o papel de mãe se intercala com a de empreendedora, gestora, farmacêutica e Diretora Tesoureira Suplente da ABCFARMA. Quem disse que é fácil?


Iolanda Navarro: na ponta do lápis

Ela tem um papel fundamental na gestão da ABCFARMA: é hoje a Diretora Tesoureira da entidade, encarregada da lisura e da correção das contas. Iolanda divide essa missão de alta responsabilidade com outra, não menos importante: administrar a Drogaria Fibersal, no bairro de Vila Buarque, vizinho da ABCFARMA. A farmácia pertencia aos quatro irmãos, mas ela foi comprando as cotas deles – e hoje é a proprietária única. Iolanda aproveita sua experiência no mercado financeiro, como ex-diretora de um banco de investimentos, para dar conta das duas funções, com louvor. Como vê o papel da mulher hoje? “A mulher é capaz de se dar bem em todos os ofícios. Ela se adapta a qualquer meio e tem muito jogo de cintura”. Parece ser o caso, sem dúvida.

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