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Pacientes com esclerose múltipla têm perspectiva de contar com mais uma opção terapêutica para tratamento no SUS

CONITEC emitiu parecer positivo para a incorporação do biológico alentuzumabe no final de abril

 

Em 26 de maio, aconteceu o Dia Mundial da Esclerose Múltipla – doença crônica e autoimune que afeta o sistema nervoso central, causando lesões no cérebro e na medula espinhal do paciente. Na ausência do tratamento adequado, a doença prejudica a transmissão dos impulsos nervosos para o resto do corpo e provoca dificuldades motoras e sensoriais significativas. A boa notícia é que, em breve, os pacientes com esclerose múltipla terão uma nova opção terapêutica disponível para tratamento no Sistema Único de Saúde.

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) incorporou o medicamento biológico Lemtrada® (alentuzumabe) no Sistema Único de Saúde para tratamento da esclerose múltipla remitente recorrente. A decisão final foi publicada no dia 28 de abril de 2021 no Diário Oficial da União. Essa inclusão beneficia os pacientes com necessidades de tratamento não atendidas, ou seja, pacientes que tiveram falha terapêutica com o uso de duas ou mais das terapias já disponíveis no SUS, conforme estabelecido no Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT).

“Quanto mais opções terapêuticas estiverem disponíveis, maiores são as chances de o tratamento ideal ser implementado para o paciente, principalmente para aqueles que ainda não obtiveram uma resposta ideal no controle da doença.”, afirma Gustavo San Martin, diretor executivo da Amigos Múltiplos pela Esclerose.

A doença

A esclerose múltipla atinge 15 pessoas a cada 100 mil no Brasil e costuma afetar pessoas mais jovens, sobretudo mulheres. Ela ocorre quando o organismo ataca o próprio sistema nervoso, provocando um processo inflamatório que danifica a bainha de mielina – uma membrana que envolve e isola as fibras nervosas. Com isso, a transmissão de impulsos nervosos para o restante do corpo não ocorre como deveria e o paciente sofre com uma série de sintomas, que nem sempre são os mesmos para todos.

Os principais sinais da esclerose múltipla são: visão turva ou perda da visão por um curto período; espasticidade, dormência e formigamento nos braços e pernas; tontura e fadiga excessiva; dificuldades motoras, como falta de coordenação, desequilíbrio e tremores; problemas de memória e concentração; disfunções sexuais, incontinência urinária e fecal; e dificuldades de fala e deglutição.

O diagnóstico

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os sinais da esclerose múltipla são tão diversos que o diagnóstico errado ou tardio ocorre com frequência. Não há um exame definitivo para confirmar a doença – o diagnóstico consiste na realização de testes clínicos para eliminação de outras hipóteses que provocam sintomas similares e são facilmente confundidas com a EM, como lúpus, fibromialgia, vasculite e deficiência da vitamina B12. Exames de sangue, testes de função neurológica, ressonância magnética e punção lombar são alguns dos exames que auxiliam na confirmação do diagnóstico.

O tratamento

A esclerose múltipla não tem cura, mas os sintomas da doença podem ser controlados. O objetivo do tratamento é a redução do número de surtos da doença e do acúmulo da incapacidade, possibilitando, assim, uma melhora significativa na qualidade de vida do paciente. Por ser uma condição que se faz presente ao longo de toda a vida, é necessário considerar tanto os aspectos físicos quanto emocionais, de preferência com o acompanhamento multidisciplinar de profissionais neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos.

Sobre a Sanofi Genzyme

A inovação para a ciência é um dos pilares da Sanofi Genzyme, a unidade de negócios global de doenças de alta complexidade da Sanofi, focada em cinco áreas: doenças raras, esclerose múltipla, oncologia, imunologia e doenças raras do sangue.

Dedicada a transformar os novos conhecimentos científicos em soluções para os desafios de saúde, com tratamentos para doenças normalmente difíceis de diagnosticar e caracterizadas como necessidades médicas não atendidas, a Sanofi Genzyme foi a primeira a desenvolver terapia de reposição enzimática para doenças de armazenamento lisossômico (LSDs).

Fundada como Genzyme em Boston (Estados Unidos) em 1981, rapidamente cresceu para se tornar uma das principais empresas de biotecnologia do mundo. A Genzyme tornou-se parte da Sanofi em 2011.

Sobre a Sanofi

A Sanofi se dedica a apoiar as pessoas ao longo de seus desafios de saúde. Somos uma companhia biofarmacêutica global com foco em saúde humana. Prevenimos doenças por meio de nossas vacinas e proporcionamos tratamentos inovadores para combater dor e aliviar sofrimento. Nós estamos ao lado dos poucos que convivem com doenças raras e dos milhões que lidam com doenças crônicas. Com mais de 100 mil pessoas em 100 países, a Sanofi está transformando inovação científica em soluções de cuidados com a saúde em todo o mundo. Sanofi, Empowering Life, uma aliada na jornada de saúde das pessoas.

Este material é dirigido exclusivamente à imprensa especializada como fonte de informação. Recomenda-se que o conteúdo não seja reproduzido integralmente. As informações veiculadas neste documento têm caráter apenas informativo e não podem substituir, em qualquer hipótese, as recomendações do médico ou farmacêutico nem servir de subsídio para efetuar um diagnóstico médico ou estimular a automedicação. O médico é o único profissional competente para prescrever o melhor tratamento para o seu paciente.