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Olho seco – O alívio dos colírios

Por Celso Arnaldo Araujo

O olho é um dos órgãos humanos mais afetados pelo atual tempo seco, que resseca a lágrima – líquido natural que tem a função de lubrificar e proteger os olhos. E o isolamento doméstico provocado pela pandemia nos dois últimos anos agravou essa síndrome – sobretudo entre crianças e adolescentes, expostos a uma verdadeira maratona diante das telas eletrônicas. Estima-se que 12% dos brasileiros sofram com a síndrome do olho seco – que é mais frequente entre mulheres. Mas há uma variedade de remédios – na forma de colírios, ou “lágrimas artificiais” – vendidos nas farmácias.

Não é um mal menor. Se não for tratado corretamente, o olho seco pode causar cicatrizes ou inflamação na córnea, inviabilizar o uso de lentes de contato e predispor à conjuntivite viral e alérgica. O envelhecimento aumenta o risco da síndrome do olho seco, principalmente entre mulheres – porque, após a menopausa, a queda dos estrogênios resseca todas as mucosas, inclusive as oculares. Mas a diminuição da lágrima não se restringe aos mais velhos. Um estudo recente mostra que 30% das crianças que ficam mais de duas horas conectadas a meios eletrônicos têm os sintomas da síndrome. Com o advento de computadores e smartphones, o olho seco se tornou um fenômeno corriqueiro – ainda mais nos meses de pandemia. As vítimas sentem os olhos secos e vermelhos, acompanhado de ardor. Também pode ocorrer visão turva ou “embaçada, geralmente ao final do dia. Em algumas situações, dor nos olhos pode ser mais intensa- nos casos mais graves.

Raio-x da secura

Estima-se que 25 milhões de brasileiros sofram de secura ocular – e a incidência tem aumentado. A super exposição às telas eletrônicas, quando é o caso, faz os usuários piscar menos – o que interfere na produção do líquido lubrificante dentro dos globos oculares. Uma pesquisa inglesa recente apontou o Brasil, entre os 25 países analisados, como o segundo lugar no ranking das pessoas que ficam mais tempo diante de um computador, com uma média de quase cinco horas/dia de uso. A predisposição ao olho seco também pode ser agravada pelo uso inadequado de lentes de contato e permanência por longos períodos em ambientes com ar-condicionado.

Prevenção e tratamento

As principais medidas para prevenir o olho seco são: umidificar os ambientes com toalhas ou vasilhas com água; evitar a exposição dos olhos ao sol sem lentes que filtrem 100% da radiação UV; não fazer exercícios físicos em espaços abertos das 10 às 16 horas. O tratamento medicamentoso básico para a síndrome dos olhos secos é o uso de colírios específicos – lubrificantes oculares que ajudam a aliviar os sintomas. Eles são indicados para atuar como uma espécie de lágrima artificial e aliviar os incômodos da síndrome. Mas não é recomendável utilizar esses colírios sem que o diagnóstico e o tratamento especifica tenham sido formulados por um médico – e as causas da doença tenham sido identificadas.