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Ministério da Saúde aprova no SUS o primeiro medicamento para pacientes com osteoporose grave

Trata-se da incorporação do Fortéo® (teriparatida), da Eli Lilly, ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de indivíduos com osteoporose grave e falha terapêutica aos medicamentos atualmente disponíveis no SUS. Estima-se que cerca de 14 mil pacientes poderão ser beneficiados no primeiro ano de fornecimento de teriparatida ao SUS.

A Dra. Laura Mendonça, Reumatologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Coordenadora do Programa de Prevenção de Fratura dessa mesma instituição, ressalta a importância dessa decisão. “Essa medida melhorará o tratamento de um número expressivo de pessoas com osteoporose grave, que estão na iminência de novas fraturas osteoporóticas e que contam apenas com os medicamentos atualmente providos pelo SUS. Eles terão acesso a uma opção terapêutica formadora de osso, mais eficaz do que as atualmente disponibilizadas para reduzir novas ocorrências de fraturas nessa população”.

O governo tem 180 dias para fornecer o medicamento ao sistema de saúde. E, segundo a lei 14.307, publicada em abril de 2022, artigo 10, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deve incluí-lo automaticamente em sua lista de medicamentos obrigatórios para reembolso pelos planos de saúde. Nesse caso, por volta de três mil pacientes poderão obter o tratamento por meio de planos de saúde regidos pela ANS antes mesmo da disponibilização no SUS.

Osteoporose e a importância do tratamento

A osteoporose é uma doença caracterizada pela redução da densidade e deterioração do tecido ósseo. Isso provoca um enfraquecimento dos ossos e, como consequência, o aumento do risco de fraturas. No Brasil, estudos mostram uma prevalência que varia de 6% a 33%, levando-se em conta fatores como grupos populacionais específicos. Entre as mulheres brasileiras com mais de 45 anos, 13% delas sofrerão pelo menos uma fratura por fragilidade após os 40. Das que passaram por esse tipo de ocorrência, 52% relataram piora na qualidade de vida depois do episódio. As fraturas por fragilidade estão associadas a um aumento da morbidade e mortalidade e têm grande impacto médico e econômico nos sistemas de saúde.

Os resultados do estudo Vero, publicado no periódico científico inglês The Lancet em 2018, que incluiu pacientes brasileiros, mostraram que após 24 meses de tratamento com Fortéo® os pacientes apresentaram redução de 56% na incidência de novas fraturas vertebrais quando comparado ao risedronato.

Em comparação a outros medicamentos atualmente disponíveis no SUS, a teriparatida, registrada na Anvisa em 2003, oferece maior eficácia e ação mais rápida.

“A chegada desse medicamento na rede pública e nos planos de saúde é uma vitória para os pacientes que sofrem com a osteoporose grave, pois eles terão acesso a um tratamento que irá promover a formação de osso novo, bem-estar e uma melhor qualidade de vida, diminuindo as hospitalizações, incapacidade física e mortes relacionadas a fraturas graves”, finaliza a médica Dra. Laura Mendonça.

Contraindicações: Fortéo não deve ser usado por pacientes alérgicos à teriparatida ou a qualquer um dos componentes presentes na formulação. Não deve ser administrado a mulheres que estejam amamentando. Não deve ser usado por mulheres grávidas ou amamentando sem orientação médica. Alguns pacientes podem sentir tontura após a administração de Fortéo. Caso o paciente sinta este sintoma, ele não deve dirigir ou operar máquinas até que se sinta melhor. Registro M.S: 1126000790023

Eli Lilly SAC: 0800 701 0444
https://www.lilly.com.br/

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