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Doação: um ato de amor que salva vidas, gota a gota

Hoje (14/06) se celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. A data é oportuna, pois o mês de junho, no Brasil, é tipicamente o período em que se costuma registrar quedas significativas nos estoques dos bancos de sangue, públicos e privados. Diante da pandemia da Covid-19, a necessidade de manter os estoques e a rede abastecida de sangue é ainda maior – e de importância vital. Da campanhJunho Vermelho, iniciada no primeiro dia do mês.

Menos de 2% da população brasileira é doadora, quando a recomendação da Organização Mundial da Saúde é entre 3% e 5% para que um país tenha um estoque seguro. E, com a pandemia de Covid-19, os bancos de sangue tiveram redução significativa nos estoques. Lançada no estado de São Paulo, a campanha Junho Vermelho ganhou status de lei estadual em 15 de março de 2017 (nº 16.386) e passou a ser promovida em todo o país. Os meses mais frios, como junho, julho e agosto, registram uma baixa de doações nos hemocentros. O fato de ser um período de férias escolares, em que mais famílias viajam, também contribui para a redução das bolsas de sangue.

O Ministério da Saúde informa a população que as doações de sangue salvam vidas principalmente neste momento em que o país enfrenta casos e óbitos por covid-19. Pessoas com anemias crônicas, acidentes que causam hemorragias, complicações decorrentes da dengue, febre amarela, tratamento de câncer e outras doenças graves, continuam ocorrendo. Ou seja, o consumo de sangue é diário e contínuo, independentemente da pandemia.

A doação de sangue é segura, não havendo riscos para o doador. Cerca de 32 hemocentros no país, além de aproximadamente 500 serviços de hemoterapia – onde também são feitas coletas e uso do sangue -, estão preparados para receber doadores. Todos esses serviços estão disponibilizando condições ideais de lavagem de mãos, uso de antissépticos e acolhimento que minimizem a exposição a aglomerado de pessoas

É importante lembrar que não há um substituto para o sangue e a disponibilidade é essencial em diversas situações e em muitos casos determinante para o sucesso de um tratamento.

Quem pode doar sangue?

No Brasil, pessoas entre 16 e 69 anos podem doar sangue. Para os menores de 18 anos é necessário o consentimento dos responsáveis e, entre 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos. Além disso, é preciso pesar, no mínimo, 50 quilos e estar em bom estado de saúde. O candidato deve estar descansado, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação e não estar de jejum. No dia, é preciso levar documento de identidade com foto.

Em relação à Covid-19, são considerados doadores inaptos para a doação de sangue por um período de 30 dias aqueles que apresentarem sintomas respiratórios e febre ou se tiverem tido contato, há menos de 30 dias, com casos suspeitos ou confirmados da doença.

A quantidade de sangue retirada não afeta a saúde do doador porque a recuperação é imediata após a doação. Uma pessoa adulta tem em média cinco litros de sangue – e numa doação são coletados no máximo 450 ml de sangue.

Quem não pode doar sangue?

Segundo o Ministério da Saúde, existem alguns casos que são impedidos definitivamente de fazer a doação do sangue:

  • Ter passado por um quadro de hepatite após os 11 anos de idade;
  • Evidência clínica ou laboratorial de hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas;
  • Uso de drogas ilícitas injetáveis;
  • Malária.

Monitoramento

O Ministério da Saúde está monitorando diariamente os estoques de sangues nos hemocentros dos estados. Cada unidade da federação tem informado continuamente a quantidade de bolsas de sangue existentes na rede. A grande preocupação é com a necessidade mais imediata, que são justamente a dos estados com maior população e, portanto, com maior consumo de bolsas de sangue.

Faça de junho um mês azul para quem precisa de sangue para sobreviver.

 

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