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25/11 – Dia Nacional do Doador de Sangue

Por Dr. Gustavo de Carvalho Duarte, hematologista, presidente do Comitê Transfusional do Vera Cruz Hospital

Por que, com todos os avanços que a ciência nos proporcionou, ainda precisamos de doadores de sangue?

Essa pergunta vem sendo feita há muitos anos e, infelizmente, a resposta é ainda a mesma. Não existe substituto para o sangue, que possa ser fabricado, produzido em laboratório, que proporcione ao nosso organismo as mesmas funções que o sangue realiza. Muito se tem estudado, milhões de dólares investidos, tentando produzir moléculas que carreguem oxigênio em nosso organismo, mas pouco sucesso efetivo foi obtido até o momento.

Sendo assim, muitas pessoas estão passando por momentos de dificuldade, seja em virtude de um câncer, um acidente de automóvel, uma vítima de violência, um parto que não correu como esperado – todas ainda necessitam realizar transfusões para se manterem vivos.

Atualmente no Brasil, a cada 10 segundos, uma unidade de sangue é transfundida. Para que todos os pacientes necessitados sejam atendidos, a Organização Mundial da Saúde preconiza que cerca de 4% da população faça doações regulares de sangue. Em um primeiro olhar, esse número parece algo fácil de ser atingido, mas a realidade não é bem essa. Atualmente, no Brasil, somente 1,6% da população faz doações de sangue regularmente. Esse descompasso nos coloca em uma situação perigosa, na qual podem existem muitas pessoas precisando de sangue, sem sangue para atendê-las.

Esta preocupação é ainda maior quando pensamos no momento atual de pandemia em que ainda vivemos, em que a redução de contato físico ocasiona uma queda drástica do número de doações de sangue em todo o mundo. Assim como enfrentamos a letalidade do vírus e, no auge da pandemia, a escassez de leitos de terapia intensiva, temos que entender que, se não houver uma mobilização social promovendo a doação de sangue, continuaremos enfrentando um grande adversário.

Tanto no contexto da doação de sangue como na pandemia, temos que pensar menos no “eu” em virtude do “nós”.

Os bancos de sangue se adaptaram ao novo cenário. Medidas como doações de sangue por agendamento; espaçamento entre as pessoas; coletas em locais espaçosos, como estádios de futebol; utilização de máscaras e álcool em gel… Essas atitudes foram tomadas para garantir que o risco de contaminação dos doadores pelo Novo Coronavírus seja minimizado. Assim, podemos dizer que é seguro doar sangue, mesmo em tempos de pandemia.

No dia 25 de novembro celebramos o Dia Mundial do Doador de Sangue. Esse é um momento importante, quando devemos agradecer e homenagear as pessoas que realizam e continuaram realizando esse ato de altruísmo. São essas pessoas que, de maneira generosa, abrem mão de seu tempo e de seu sangue, para dar esperança de vida e saúde a tantos desconhecidos. Em última análise, trata-se de um ato de cidadania.

Obrigado, doador de sangue, você é o exemplo que devemos seguir.