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Contraceptivos: Saiba quais são e como funcionam

As primeiras pílulas anticoncepcionais, nos anos 60,“empoderaram” a mulher – como se diria hoje. Mas elas tinham muitos problemas – que foram sendo atenuados pelos novos contraceptivos. Hoje, há um método para cada mulher

Pílula Anticoncepcional
Comandar sua decisão de reproduzir: as pílulas anticoncepcionais foram um marco na vida da mulher. Desde então, os contraceptivos femininos foram sendo aperfeiçoados, reduzindo-se efeitos colaterais e ampliando suas funções – além de impedir
a fecundação, também podem ajudar a regular a menstruação, proteger pele e cabelos, prevenir a endometriose e miomas uterinos, etc. Atualmente, existem diversas opções de métodos contraceptivos – além da clássica pílula anticoncepcional. A melhor
forma de saber qual é o método contraceptivo ideal para cada corpo e estilo de vida é consultar um ginecologista. Mas conhecer as opções disponíveis é um primeiro passo fundamental. Segundo o IBGE, 61,6% das mulheres fazem uso da pílula regularmente para evitar a gravidez. O comprimido é composto pelos hormônios progesterona e estrogênio, que têm como finalidade inibir a ovulação.
Dessa forma, o corpo da mulher não gera óvulos. Para que esse método seja completamente eficaz, a mulher deve tomar a pílula todos os dias no mesmo horário, até a o fim da cartela.

Dicas:
Tomar a pílula junto com alguma atividade que a mulher faça regularmente, para não esquecer. Exemplo: deixar a cartela junto à escova de dentes. Atualmente também existem aplicativos que podem auxiliar nesse processo e que alertam o horário de ingerir a pílula. Aliás, o melhor horário para tomar a pílula é trinta minutos depois de uma refeição completa – ou antes de dormir. Algumas mulheres podem ter um pouco de náusea no primeiro mês, mas ela geralmente vai embora com o tempo.

DIU
O Dispositivo Intrauterino, mais conhecido como DIU, é uma estrutura no formato de uma letra T que é alocada dentro do útero. Hoje existem dois tipos de DIU, o de cobre e o hormonal. O primeiro libera uma pequena quantidade de cobre no organismo e dificulta a chegada dos espermatozoides ao óvulo. Ele pode durar até 10 anos. Já o hormonal, que também é chamado de DIU de Mirena, libera um hormônio em taxa constante, promovendo o espessamento do muco no canal cervical, impedindo a passagem do espermatozoide, além de deixar o endométrio mais fino. Pode durar até 5 anos. Ambos os tipos de DIU evidentemente só podem ser colocados por um ginecologista.
Anel vaginal
O anel vaginal é um pequeno círculo feito de silicone que fica posicionado próximo ao útero e libera ondas de estrogênio
e progesterona de maneira gradativa. Também é um método contraceptivo hormonal e tem o efeito de três semanas. Depois desse período, deve ser retirado para que a mulher fique “menstruada”. Em seguida, deve ser colocado um novo anel.
Anticoncepcional injetável
Uma boa alternativa para as mulheres que não conseguem se lembrar de tomar a pílula diariamente, pois é mais prática e dinâmica. Em termos de efeitos, o anticoncepcional injetável se assemelha às pílulas, pois têm os mesmos elementos e princípios. Seu efeito contraceptivo dura de 30 a 180 dias, dependendo da marca. Em alguns casos, a menstruação é interrompida quando elas aderem a esse método.

Adesivo anticoncepcional
Sua maior vantagem é a comodidade de uso. O princípio é o mesmo: uma carga de hormônios que impede a ovulação. Ele pode ser colocado em várias partes do corpo e deve ser reaplicado a cada sete dias.

Mitos e verdades sobre os métodos contraceptivos

Dr. Eliano Pellini – Ginecologista e obstetra, chefe do Departamento de Sexualidade da Faculdade de Medicina do ABC – Santo André, especializado em Ginecologia Hormonal.

  • Qual é a eficácia dos contraceptivos?
    A eficácia é de 100%, desde que haja o uso correto do contraceptivo, seguindo datas e horários.
  • As atuais pílulas anticoncepcionais – bastante aperfeiçoadas em relação às primeiras gerações – ainda são o método preferido da mulher brasileira?
    As pílulas anticoncepcionais atuais oferecem vários benefícios que estavam ausentes na década de 60 – como reduzir cólicas menstruais e TPM, melhorar a pele e cabelos, proteger o ovário e regular a menstruação. Hoje existem dois grupos de pílulas – com hormônio sintético ou hormônio feminino natural. Estas últimas estão ganhando o mercado, com um detalhe: elas não bloqueiam a menstruação, apenas a regulam.
  • Quais são as vantagens e desvantagens dos Implantes, DIUs e Injeções?
    Os implantes bloqueiam a menstruação, mas podem produzir manchas. Não têm benefícios adicionais para pele ou cabelo. Os DIUs também bloqueiam a menstruação e evitam a gravidez durante 5 a 10 anos, dependendo do produto. Não têm benefícios adicionais estéticos. As injeções favorecem o ganho de peso e não dão um bom controle menstrual, portanto são muito individualizadas e não são um método recomendado a todas.
  • Quando a mulher utiliza durante muito tempo anticoncepcional, sua fertilidade pode ser afetada?

Tomar pílulas durante muito tempo não impede a mulher de ter filhos depois de suspender a contracepção. Há 100% de segurança de que mulheres férteis podem usar pílulas pelo tempo que quiserem – e, ao pararem, engravidar no ano seguinte. Isso também vale para os outros métodos contraceptivos.

  • Existem efeitos negativos graves ao se usar contraceptivos – como trombose, por exemplo?
    A mensagem de que as pílulas podem ser um vilã para a mulher está muito defasada. Os benefícios são muito superiores aos eventuais riscos. O que se deve saber é que a incidência de benefícios atinge mais de 98% das pacientes, enquanto o risco alcança uma porcentagem muito pequena de mulheres. Em relação especificamente à ocorrência de trombose, como se apregoava, o que favorece a doença não é a pílula em si mas a sensibilidade individual. Mulheres com histórico de trombose na família, com enxaqueca frequente, obesas e diabéticas não são indicadas para o método.