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Cientistas teens de Gravataí desenvolvem projeto de copo que identifica droga usada no “Boa Noite Cinderela”

A Escola Sesi de Ensino Médio Albino Marques Gomes, em Gravataí, estimula a metodologia de projetos aos seus 310 alunos a partir de situações-problemas encontradas no dia a dia. Motivadas pelo chamado  Mariana Ferrer, modelo dopada e estuprada em Santa Catarina, quatro estudantes dessa escola desenvolveram um copo que muda de cor ao detectar a presença em bebidas do ácido gama-hidroxibutírico (GHB), conhecido como “Boa Noite Cinderela”. Há um ano, as estudantes do 2º ano Natally Souza, de 16 anos, Giovanna Ávila, Giovanna Moraes e Nicolli Marques, de 17, participam da pesquisa científica que avança a cada etapa. Nesta fase, ainda teórica, o reagente químico faz com que o copo mude para uma cor avermelhada assim que entra em contato com a droga, alertando imediatamente sobre o possível envenenamento. “Vimos muitos casos como roubos, sequestros e estupros que aconteciam durante festas”, lembrou Natally. A primeira etapa do projeto foi a identificação das drogas utilizadas pelos abusadores que causam a sonolência nas vítimas, e a segunda  sobre o processo químico. As jovens se inscreveram no Prêmio Jovem Cientista e ganharam uma bolsa de estudos para continuar a pesquisa. “Ano que vem, vamos começar a testagem oficial para a criação do copo”, explicou Giovanna Ávila. “Como não podemos manusear drogas dentro da escola, precisamos de um laboratório que seja parceiro para a próxima etapa”, salientou. A pesquisa foi destaque na última edição da Mostra Sesi Com@Ciência, em outubro.

Drink criminoso

O “Boa noite, Cinderela” é um golpe no qual a vítima é dopada ao ingerir uma bebida alcoólica misturada com uma ou mais substâncias alcaloides (de origem natural ou sintética). O etanol (álcool utilizado em bebidas alcoólicas), nesse caso, é usado como potencializador dos efeitos da substância. Homens e mulheres podem ser vítimas de pessoas mal-intencionadas com o intuito de realizar assaltos, sequestros ou abusar sexualmente da vítima. Ao ingerir a bebida misturada com a droga, a pessoa tem sua atenção e memória afetadas, o que a torna submissa ao criminoso. A descoberta já despertou interesse de empresas dispostas a lançar o produto no mercado. Se isso realmente ocorrer, será uma vitória da ciência e, sobretudo, da capacidade feminina de formular soluções para problemas aparentemente insolúveis da vida contemporânea.

Fonte: Olá! serra gaúcha