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Atriz de “A Grande Família” está tratando esclerose múltipla também com Cannabis medicinal

“Vou ter de conviver com a esclerose múltipla para o resto da vida”, disse a atriz Guta Stresser, a Bebel de ‘A Grande Família’, ao revelar o diagnóstico da doença. A EM não tem cura, e os sintomas complicam a vida dos pacientes: fadiga, espasmos, problemas de memória, alterações de humor, entre outros. O canabidiol (CBD), substância encontrada na planta cannabis, é uma das alternativas encontradas pela atriz para reduzir o impacto da doença e melhorar sua qualidade de vida. A artista de 49 anos realiza o tratamento contra a progressão da doença, ainda sem cura, com o uso de um medicamento caro e de difícil acesso, o imunomodulador Fumarato de Dimetila, que passou a ser oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2020.

— Quando se fala de esclerose múltipla, é preciso lembrar que existem vários tipos da doença e vários tipos de medicamentos para tratá-la, e nem toda pessoa se adapta ao mesmo remédio.

Por indicação de médicos, a artista também tem utilizado o óleo de canabidiol, substância encontrada em pequeno volume no caule e na folha da maconha, como um complemento ao tratamento. Este ano, pesquisadores da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, identificaram a ação terapêutica do composto na prevenção das consequências neurológicas e médicas gerais de doenças como depressão, dor crônica e esclerose múltipla. Segundo eles, mais de 100 fitocanabinoides – compostos presentes na cannabis – conseguem se conectar ao corpo humano. Eles apresentam muitos efeitos terapêuticos e, entre eles, está a ação anti-inflamatória.

“O CBD é potencialmente benéfico porque tem uma ação anti-inflamatória e uma ação contra a dor. Esses são os principais alvos no caso da esclerose múltipla”, afirma o médico e neurocientista Rogério Panizzutti. “Ao controlar a inflamação, o CDB ajuda as pessoas a não evoluir para uma doença mais grave. É uma questão que devemos conhecer melhor com o uso mais prolongado dessa substância”, avalia.
Panizzutti avalia que existe uma outra vantagem no uso do CBD no controle da esclerose múltipla, em comparação com anti-inflamatórios tradicionais: menos efeitos colaterais a longo prazo.

“O CBD tem um perfil de segurança positivo”, explica o neurocientista.

Por enquanto, o único medicamento à base de substâncias da cannabis aprovado no Brasil, o Metavyl, é utilizado para o tratamento da esclerose múltipla, mais especificamente no controle de espasmos gerados pela doença, e contém, além do CBD, outra substância da planta: o THC. Após uma série de estudos e protocolos, agências reguladoras passaram a recomendá-lo diretamente contra a esclerose, com registro em bula.

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