fbpx
Efeito colateral do sol: envelhecimento precoce da pele
23 dez, 2020
Governo de SP suspende mudanças no ICMS para alimentos e medicamentos genéricos
07 jan, 2021

Quando o protetor não protege

Não reaplicar, usar produto vencido, ignorar algumas partes do corpo. Conheça os tropeços mais comuns ao usar o filtro, a forma certa de passar o cosmético e prevenir o câncer de pele.

A chegada do verão é a temporada mais “perigosa” para a pele. A médica dermatologista Dra. Maria Paula Del Nero, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, lembra que muita gente comete erros no uso do protetor solar por não saber como utilizá-lo corretamente no dia a dia. Ela lista os sete equívocos mais comuns e como evitá-los.

Confira:
Quantidade insuficiente do produto: “Para que a proteção seja efetiva, é preciso aplicar a quantidade correta de protetor solar no corpo e no rosto. Para o corpo, costumamos indicar o equivalente a três colheres de sopa. No rosto, uma colher de café é suficiente”, orienta a médica.

Aplicar o protetor solar apenas na parte da manhã: pode-se começar o dia com essa rotina de aplicação, mas o produto deve ser reaplicado a cada três horas ou quando houver sudorese intensa, banhos de mar ou piscina. “Mesmo quem está em ambiente fechado e climatizado deve reaplicar o protetor solar a cada 12 horas”, diz a médica.

Não passar no corpo porque está coberto com roupa: segundo a Dra. Maria Paula, os trajes são uma barreira física de proteção contra o sol, mas não são 100% eficazes. “Se houver exposição solar, as pessoas precisam passar o protetor solar no corpo mesmo assim. Sempre indicamos que o produto seja utilizado embaixo de biquínis e maiôs, por exemplo, pois os raios UV são capazes de penetrar na fibra dos tecidos e prejudicar a pele.”

Não passar o produto por ficar em ambiente fechado: a médica recomenda o uso de protetores solares que agem contra a luz visível, pois o corpo sofre fotoenvelhecimento também em locais fechados. “A iluminação de aparelhos eletrônicos, como computadores, tablets e celulares também pode acelerar o envelhecimento da pele”.

Descuidar na atividade física: quem se exercita ao ar livre precisa de um produto mais aderente à pele, que não saia com a transpiração. “O ideal são os protetores infantis ou específicos para esportes. Eles são resistentes à água e não escorrem nos olhos”, ensina a Dra. Maria Paula.

Não levar em conta o tipo de pele: isso tem a ver com a durabilidade do produto sobre a cútis e também sobre a saúde do órgão. Peles oleosas, por exemplo, devem usar como veículo de proteção o gel ou sérum; as mistas, o gel creme, e as secas, os protetores em creme.

Usar só em dia de sol: esse erro é bastante comum e costuma render queimaduras feias nos banhistas. É que os raios nocivos atuam mesmo em dias nublados. O indicado, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, é o uso de Fator de Proteção Solar (FSP) 30, no mínimo, diariamente.

“Pelo fato de vivermos em um país tropical, o câncer de pele é o mais comum no Brasil e pode ser fatal. É preciso conscientização sobre o uso do protetor solar como forma de prevenção desde a infância até a terceira idade”, conclui a médica.

A seguir, tire suas dúvidas sobre mitos comuns em relação aos filtros solares:

Mito 1: pessoas com pele escura não precisam de filtro solar
Mesmo as peles mais escuras estão sujeitas a queimaduras, ao envelhecimento prematuro ou ao desenvolvimento de câncer de pele se ficar desprotegida. Portanto, não importa se a pele é escura ou clara, o filtro solar é imprescindível para todos e deve ser usado diariamente.

Mito 2: não é preciso usar protetor solar se a maquiagem tiver FPS
Apesar de muitos tipos de maquiagem terem FPS como base, blush e pós-bronzeadores, sua proteção não é suficiente – além disso, aluns produtos são aplicados de maneira desigual. O blush, por exemplo, nas maçãs do rosto; o corretivo, nas áreas mais escuras.
Embora seja um benefício adicional, é muito importante usar protetor solar antes da maquiagem. Opte por um hidratante diário com FPS a partir de 30. Será mais umidade e proteção em uma única etapa.

Mito 3: não é preciso reaplicar o filtro solar “à prova d’água”
Mesmo os protetores “resistentes à água” devem ser reaplicados duas horas após o primeiro uso ou logo após o banho de piscina, mar ou suor em excesso. O protetor solar deve ser mantido em local visível ou sob o alarme programado do celular.

Mito 4: só é necessário protetor solar em certas áreas do corpo
O protetor solar deve ser aplicado em toda a pele exposta. Isso inclui pés, orelhas, colo, ombros, costas, braços, pernas e pescoço… Portanto, o rosto não deve ser a única área a receber o produto diariamente.

Mito 5: os protetores solares para adultos não são tão efetivos quanto os infantis
Os protetores solares contêm os mesmos ingredientes ativos, sejam eles para crianças ou adultos. Portanto, a proteção é a mesma. A diferença é que os protetores infantis são formulados para uma pele mais sensível, por isso podem ser livres de fragrâncias, produtos químicos, parabenos, além de evitarem ardência nos olhos quando feito contato.

Mito 6: O protetor solar não vence
Um resto de protetor solar que venceu: jogue-o fora! Seus componentes perdem a eficácia depois de vencido e podem não proteger a pele como deveriam. Mas filtro solar não é um produto sazonal, portanto deve ser usado o ano inteiro. Ao usá-lo todos os dias, o produto jamais sobrará!