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Orientações da Anvisa sobre teste rápido para detecção do novo coronavírus
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Novos medicamentos aprovados durante a pandemia

O processo é lento e está entre os mais rigorosos do mundo, tais as exigências farmacêuticas, sanitárias e legais. Mas a eficiência da ANVISA na liberação de novos medicamentos para o mercado brasileiro tem evoluído muito. Prova disso é esta relação de 10 medicamentos recém-aprovados pela agência e levantados pela ABCFARMA – e que já estão, ou estarão em breve, à disposição dos pacientes brasileiros, a maioria para doenças graves, na categoria hospitalar. Mas alguns deles, nas farmácias.

  • Garglin, nova insulinaO medicamento será importado pela Biomm, pioneira no setor de medicamentos biotecnológicos, que já comercializa o Afrezza, única insulina inalável do país. O Brasil tem 16,8 milhões de diabéticos – 500 novos casos são diagnosticados por dia no país. A nova medicação é um biossimilar da insulina glargina, mundialmente reconhecida por sua eficácia e segurança no tratamento da diabetes tipos 1 e 2. Para os pacientes que precisam fazer uso diário de insulina, a glargina oferece maior flexibilidade no estilo de vida – com apenas uma aplicação por dia. Como insulina análoga, ou seja, produzida a partir do hormônio humano, Glargilin tem ação de longa duração, com efeito de até 24 horas no organismo, reduzindo as chances de episódios de hipoglicemia – quadro perigoso que pode ocorrer quando há insulina demais em circulação no organismo. Apresentação: caneta descartável.
  • Vosevi, para tratamento da Hepatite C em adultos Vosevi®(sofosbuvir/velpatasvir/voxilaprevir), medicamento da farmacêutica Gilead Sciences, é indicado para pacientes com infecção crônica pelo HCV, genótipos 1 a 6, sem cirrose ou com cirrose compensada, que falharam anteriormente na terapia com um regime antiviral de ação direta. O tratamento consiste em um regime simples de 12 semanas. Vosevi faz parte da nova geração de tratamento, com comprimido único ao dia, da temível Hepatite C.
    A doença, que é crônica, afeta aproximadamente 70 milhões de pessoas no mundo.  No Brasil, há uma estimativa de 700 mil portadores da doença. Com o decorrer do tempo e sem um tratamento eficaz, ela pode levar à cirrose e ao câncer de fígado. Grande parte das pessoas contaminadas desconhece seu diagnóstico e poucos sabem como ocorreu a transmissão ou que exista tratamento para a doença. O vírus da hepatite C é transmitido pelo contato com sangue infectado – e os principais meios de transmissão são reutilização e esterilização inadequada de equipamentos médicos, odontológicos e outros, compartilhamento de seringas e agulhas (como no uso de drogas ilícitas e práticas sexuais de risco). 
  • Adakveo reduz as crises causadas pela anemia falciformeAs crises de dor da doença falciforme – um tipo grave e relativamente comum de anemia genética, com 3.500 casos novos por ano – são eventos imprevisíveis e severos, associados com condições altamente debilitantes, pela obstrução de vasos, com alto risco de AVC, além das crises dolorosas. O princípio ativo do Adakveo (crizanlizumabe), produzido pela Novartis, reduz em mais de 45% as crises de dor causadas pela moléstia, permitindo aos pacientes retomar sua rotina – sendo o primeiro medicamento com esse efeito terapêutico. A aprovação da indicação de crizanlizumabe para o tratamento da doença foi concedida com revisão prioritária pela Anvisa, permitindo que os pacientes possam ter acesso ao medicamento mais rapidamente. 
  • Erleada, contra o câncer de próstata avançadoÀ base do princípio ativo apalutamida, o Erleada – produzido pela Janssen – reduz em 33% o índice de morte de boa parte dos pacientes com câncer de próstata em estágios metastáticos. Nos estudos clínicos da medicação, 68,2% dos homens tratados com apalutamida não apresentaram progressão da doença, após dois anos de acompanhamento, o que representa redução em 52% no risco de progressão ou morte. Segundo os pesquisadores, o medicamento impede que o hormônio responsável por estimular o crescimento do câncer seja recebido pelas células, retardando a disseminação da doença. O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no país, com uma estimativa de mais de 65 mil novos casos anuais. 
  • Stelara, para o tratamento da psoríase em crianças e adolescentesA nova opção biológica, do portfólio da Janssen, visa ao tratamento de pacientes de 6 a 17 anos com psoríase moderada a grave. À base do princípio ativo ustequinumabe, o Brasil é o primeiro país a  registrar a aprovação dessa medicação para a faixa etária de 6 a 11 anos — população carente de opções de tratamento seguras e eficazes. Entre os mais de 3 milhões de brasileiros convivendo com a psoríase, aproximadamente um terço começa a apresentar manifestações da doença antes da idade adulta, com graves implicações na imagem pessoal e autoestima – pelas placas e cicatrizes deixadas por essa afecção dermato-imunológica. O Stelara age bloqueando de forma específica a reação inflamatória, tendo como alvo as citocinas, moléculas que promovem a reação inflamatória causadora das descamações e placas na pele – uma alternativa aos corticoesteroides, até aqui utilizados para tratar a doença, que costumam causar uma série de complicações e reações adversas. A psoríase pediátrica está associada a uma alta incidência de ansiedade e baixa autoestima – condição agravada pelas marcas da doença. 
  • Vyndaqel, aliado do coraçãoO nome da moléstia é complicado: cardiomiopatia amiloidótica por transtirretina, insuficiência cardíaca progressiva, hereditária ou senil que afeta o coração. E contra ela não havia opção terapêutica até o surgimento e a aprovação do Vyndaqel® (tafamidis meglumina), da Pfizer. É uma doença rara e subdiagnosticada que está associada à insuficiência cardíaca progressiva. Sem tratamento, a expectativa de vida dos pacientes com a doença é de apenas 2 a 3 anos e meio após o diagnóstico.
    O medicamento, agora aprovado para comercialização no Brasil pela Pfizer, muda esse cenário. Nos estudos clínicos, o tafamidis foi associado a uma redução significativa na frequência das hospitalizações e na mortalidade dos pacientes.