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Doenças cardiovasculares: mitos, verdades, riscos e soluções

Neste Setembro Vermelho, FazBem entender mais sobre a saúde do coração e a importância do cuidado integral e de hábitos saudáveis.

O coração tem razões que a própria razão desconhece – diz a máxima popular. O caminho para entender mais sobre essa máquina que nos mantém vivos e ativos pode ser tortuoso e reunir alguns equívocos conceituais. Tais crenças podem transmitir erros e, consequentemente, aumentar o risco para as doenças cardiovasculares.

Dez mitos e verdades que cercam o sistema cardiovascular são esclarecidos pelo  Dr. Flávio Luís de Amorim Nogueira, médico especialista em Cirurgia Vascular, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e diretor técnico médico do Hospital de Campanha de Mairiporã, e pelo Dr. Wagner Pinaffi, médico especialista em Cardiologia e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Confira:

  1. Doenças cardiovasculares só ocorrem em pessoas com mais de 50 anos.
    Mito. Há doenças cardiovasculares associadas ao nascimento (crianças com malformações), outras que ocorrem preferencialmente em jovens (febre reumática) e, ainda, as que não estão associadas à idade (como as endocardites). Já os infartos acontecem mais frequentemente entre pessoas com mais de 50 anos, em virtude do acúmulo de fatores de risco ao longo da vida.
  2. A hipertensão arterial, uma das principais causas de infartos e acidente vascular cerebral (AVC), pode permanecer silenciosa e assintomática durante anos.
    Verdade. A Dislipidemia, isto é, o aumento de gorduras no sangue, como colesterol e triglicérides, é a principal causa de infarto. A hipertensão arterial sem controle também contribui dramaticamente para as doenças cardiovasculares – sobretudo para o AVC. Pode permanecer silenciosa e assintomática por muitos anos. Por isso, é importante que as pessoas façam o controle da pressão, por meio de aferições periódicas, e visitas regulares a seus médicos, mesmo que não sintam nada.
  3. Uma vez detectada a pressão alta, a pessoa será hipertensa e terá de ingerir medicamentos anti-hipertensivos pelo resto da vida.
    Depende. Nas fases mais iniciais, em quadros mais leves, o hipertenso que muda seus hábitos de vida, emagrece, passa a se exercitar, adota uma dieta adequada e controla seu stress tem grande chance de controlar sua pressão, sem a necessidade de medicamentos. Porém, boa parte dos hipertensos que permanecem sem tratamento por muitos anos se tornarão crônicos – e dependerão de anti-hipertensivos para a manutenção da sua saúde ao longo da vida.
  4. Há várias famílias de anti-hipertensivos e somente o médico especialista poderá orientar o paciente sobre o melhor tratamento. A automedicação não é aconselhável.
    Verdade. Cabe ao médico escolher a medicação que melhor se adapte às condições de vida do paciente. Há várias famílias de anti-hipertensivos e o médico tem, por obrigação, entender as características de vida de cada indivíduo, avaliar outras doenças concomitantes, conhecer possíveis alergias, adaptar hábitos de vida e, assim, escolher a medicação que melhor se ajuste àquele determinado paciente.
  5. O infarto do miocárdio é uma doença essencialmente masculina. Mulheres estão protegidas do chamado “ataque do coração”.
    Mito. Mulheres mais jovens têm efetivamente um risco menor de infarto que os homens, mas, após os 45 anos, as chances de a mulher ter problemas cardíacos aumentam devido ao acúmulo de fatores de risco – como tabagismo, ganho de peso, sedentarismo e, principalmente, pelos efeitos do período pós-menopausa, quando a mulher perde a capacidade de proteção de seus hormônios.
  6.  Em 40% dos casos, o primeiro sintoma de um infarto é a morte súbita.
    Verdade. Dependendo do estudo realizado, identifica-se que, em 30 a 40% dos casos, o primeiro e último sintoma do infarto é a morte súbita por parada cardíaca – sobretudo em pessoas mais jovens -, segundo dados da revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP).1 
  7.  A revascularização do miocárdio, popularmente conhecida como ponte de safena, é a técnica mais indicada para tratar o entupimento das coronárias.
    Mito. Atualmente, há técnicas menos invasivas, como a colocação de stents em coronárias obstruídas, sem necessidade de cirurgias a céu aberto, com resultados equivalentes. De fato, o conhecimento médico atual procura ao máximo evitar intervenções mais agressivas, reservando a revascularização do miocárdio (ponte de safena ou ponte de artéria mamária) aos casos que não puderem ser controlados por técnicas menos invasivas.
  8. O cigarro é um inimigo mortal do coração, embora haja pessoas que fumam e passam dos 90 anos de vida.
    Verdade. Um dos efeitos mais negativos do cigarro, além dos danos pulmonares, é a vasoconstrição, que potencializa muito o risco de infarto. O tabaco também favorece o depósito de gordura nas paredes das artérias, agravando o estreitamento da passagem do fluxo sanguíneo. Se somarmos esses dois fatores, entenderemos por que o cigarro é um forte risco para o surgimento de problemas cardíacos.
  9.  Todo infarto vem acompanhado por dor no peito, irradiada para os braços.
    Mito. A doença coronariana nem sempre é sintomática, podendo muitas vezes ser silenciosa. Pessoas que nunca tiveram qualquer tipo de queixa podem enfartar, por fechamento de uma coronária já obstruída. Algumas doenças também atenuam a sensação dolorosa. Por exemplo: diabéticos podem enfartar sem ter a sensação de angina no peito. Por isso, reiteramos a necessidade de avaliação e controle periódico por um médico cardiologista ou um bom médico clínico.
  10.  Quem recebe diagnóstico de arritmia cardíaca não pode praticar atividade física.
    Mito. Desde que faça um bom acompanhamento médico e que seja bem orientada profissionalmente na prática de esportes, a pessoa portadora de arritmia cardíaca pode ter um contexto de vida muito próximo ao normal. Por isso, é essencial um bom acompanhamento, uma boa orientação e a realização de exames rotineiros.

 

 A importância da conscientização + cuidado integral

Considerando esse panorama, “fica claro a necessidade de promover a conscientização acerca das doenças do coração, por meio da disseminação de informações que visem educar a população como um todo, de modo a estimular a adoção de hábitos saudáveis, evitando não só doenças cardiovasculares como também os fatores agravantes”, pontua o especialista.

Neste sentido, durante o Setembro Vermelho, a AstraZeneca estimula a empatia e os bons hábitos para garantir a saúde deste órgão vital, ao promover a iniciativa “Cuidar do coração FazBem”, que leva o nome do programa de pacientes da empresa, “FazBem”. Ao abordar a jornada do paciente por meio de ativações e conteúdos que conversam com diferentes audiências, como: médicos, enfermeiros, profissionais da saúde; farmacêuticos e balconistas; pacientes e público leigo em geral; e ainda, os colaboradores da companhia, a campanha é 100% digital e OmniChannel.

Durante todo o mês, as ativações e materiais educativos serão difundidos no Facebook e Instagram do FazBem. Hospedada no site do programa de pacientes FazBem, a landing page exclusiva da campanha reúne todos os conteúdos e ações realizadas durante o Setembro Vermelho. Confira e participe! #SetembroVermelho #CuidardoCoraçãoFazBem

 

Referências

_________________

1Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo: http://socesp.org.br/revista/assets/upload/revista/17940985241550579723pdfREVISTA%20SOCESP%20V28%20N4.pdf

 

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